domingo, 12 de abril de 2009

PROJETO SEMENTEIRA – EMBU DAS ARTES-SP

O objetivo fundamental da Educação Ambiental é motivar e não somente instruir. A motivação leva a pessoa a explorar um tema, vivenciar suas próprias experiências, descobrindo, por seus próprios meios, muitos aspectos do ambiente e das relações que se dão nesse espaço.
Educar pelo sentimento. O desvelo pelas crianças de hoje e das gerações do porvir. Essa é fórmula simples do Projeto Sementeira. No entanto, nossa intenção é a de que os conceitos e sugestões sejam reeditados - e não apenas “multiplicados” pelo educador, no ambiente da escola e comunidades do entorno.
Apresentamos neste quarto módulo novas práticas educativas para o ambiente. São atividades para serem empregadas em casa, na escola e na comunidade. Escolha-as de acordo com a faixa etária.
Lembramos que o conteúdo desta apostila visa despertar o interesse e a curiosidade e nunca terá a pretensão de esgotar o assunto. Para ampliá-lo existem as informações complementares representadas pelos outros materiais distribuídos aos educadores. O verdadeiro Projeto Sementeira se desenvolverá potencialmente na escola a partir das vivências compartilhadas nos seminários, do uso dos recursos didáticos construídos e, sobretudo, da sua efetiva participação.
Na discussão da Transdisciplinaridade, um dos caminhos para a Educação Ambiental, filósofos, pensadores, poetas, religiosos, artistas e cientistas se reuniram, no final do século passado e pronunciaram uma única pergunta: “Como será o ser humano do futuro? Basarab Nicolescu (físico teórico no Centro Nacional de Pesquisa Científica, na França) respondeu: “... o nosso sono nos faz esquecer nossa origem poética... O homem do futuro, o homem poético, é o homem do terceiro. Ele irá se reconhecer na face do outro e vai construir uma vida poética sobre esta terra sofrida demais. A insurreição poética vai, um dia, varrer a Terra, como uma ofuscante luz de amor.”

FOTOS DO MODULO IV DO PROJETO SEMENTEIRA EMBU SP













PROJETO SEMENTEIRA EMBU DAS ARTES SP MODULO IV

EM 4 de ABRIL de 2009 EM EMBU DAS ARTES-SP TEVE A CONTINUIDADE DO PROJETO SEMENTEIRA 2008 COM A PARCERIA COM A EMPRESA SUZANO PAPEL E CELULOSE AONDE FOI REALIZADO O MODULO IV NO PARQUE FRANCISCO RIZZO.

TEVE COMO OBJETIVO:
Discutir as atitudes cidadãs e o papel da Escola e a Comunidade no contexto da educação ambiental.
Introduzir novas práticas educativas incentivando a criação dos grupos de reedição do projeto Sementeira.
Realizar oficinas de sustentabilidade contextualizadas com o cotidiano escolar.

Reflexão para Abril: O TURISTA ECOLÓGICO - Lélio Costa e Silva


Quando chegar, procurará conhecer a memória e os costumes das comunidades locais. Uma questão de respeito.
Toda passagem será invisível: não sujará as trilhas, becos e ruas.
Das plantas guardará em seu coração a singeleza e a essência.
Recolherá em cada canto de praia, mangue ou praça, o lixo encontrado, espalhando harmonia às pessoas através do cumprimento, indistintamente.
A opção será pelo silêncio, dispensando os aparelhos de som. Sua audição estará aberta à música das ondas, ao canto das aves e principalmente às narrativas dos moradores.
Não escreverá seu nome em monumentos, troncos de árvores, telefones públicos ou grutas. Guardará as imagens em sua mente, no álbum de fotografias e cartões postais.
Na bagagem, apenas o necessário. Saberá prestigiar o comércio local, experimentando sabores e cheiros em retribuição à hospitalidade.
E numa última noite estrelada, de deliciosas e inesquecíveis férias meditará:
Muito haverá aprendido com aquela cidade. Em sua alma estarão restabelecidos o zelo, a cortesia e os limites.
Com as crianças haverá recuperado a preciosa idade do encantamento.
Com os adultos, a possibilidade da troca, em justa medida, sem servidão ou exploração.
E finalmente, com os idosos aprenderá a rescrever no calendário da vida, a verdadeira ecologia do cidadão.
No dia seguinte, extasiado em gratidão, irá embora.
Em sua nave espacial.

sexta-feira, 27 de março de 2009

RECADO DE ADRIANA APARECIDA AFONSO FIGUEIREDO:E.M.E.I.Ipê –Embu das Artes - Sp


Boa noite, Sr. Mário, desta vez estou lhe enviando um “mail” para contar uma experiência com os alunos (educação infantil - 5 e 6 anos). Serei breve:

"As crianças iniciaram o ano me oferecendo flores na entrada. Coloquei-as encima do armário e na correria ficaram lá. No outro dia ganhei mais algumas e disse a eles:
-Olha o que aconteceu com as flores?. Resposta imediata: - Também a senhora não pôs água!
_ Tudo bem então vamos colocar na água... (percebi o interesse da turma).
Mas no outro dia, voltamos a observá-las e estavam da mesma forma, então questionei:
- E agora? Ela já tem água...
Silêncio profundo.
_ Já sei falta a areia...
- Areia ou terra? (conversamos onde havia areia e se serviria para as
plantas).
- É terra né... (concluíram)
Pois, bem trouxeram outra flor e plantamos com as outras, as flores murcharam, mas a outra não.
Perguntei: - E agora, porque estas murcharam e está não?
_ Professora é que esta é diferente da outra... (tipo se liga “pro” é óbvio).
- Já que vocês são tão espertos, o que segura uma planta na terra?
Várias respostas, até que uma:
- Uma coisa que parece uma corda...
Fomos até o jardim da escola e no caminho o mesmo aluno, grita:
- É UMA RAIZ.
- É o que?
- UMA RAIZ (gritou satisfeito).
Arranquei um matinho com cuidado e todos tocaram sua raiz, ficaram curiosos pois, a maioria não conhecia. Plantamos o matinho de novo.
Enfim, achei lindas as conclusões e interesse deles, e a partir dai está surgindo um projeto, que com certeza será muito rico. Escrevi-lhe para compartilhar esta experiência e dizer que você e o seu grupo com certeza influenciaram o meu trabalho. Parabéns! Que Deus os proteja e que nunca desistam deste lindo trabalho..."

quinta-feira, 26 de março de 2009

OS ZIGODÁCTILOS: Lélio Costa e Silva

Curiosas formas, bem dotadas de bico. Vermelhos, negros, brancos,
laranjas, amarelos, azuis, verdes. Berram as suas brasileiras cores.
Os tucanos têm os pés zigodáctilos... Dois dedos para a frente, dois
dedos para trás. Assim preferem as copas das árvores.


Abaixo filhotes de tucanos (Ramphastos toco) recuperados do tráfico e
entregues ao CEBUS-Centro de Biodiversidade da Usipa, em Ipatinga-MG
para tratamento e reabilitação.








segunda-feira, 2 de março de 2009

Reflexão para Março: NOSSO CORPO É O MEIO AMBIENTE- Lélio Costa e Silva

A gente imagina que o corpo humano é muito diferente do planeta, dos animais ou mesmo das plantas, mas na verdade somos muito parecidos.
Vamos pensar então:
- Quem já viu uma gravura, ou desenho dos nossos pulmões, sabe que eles, virados para baixo, parecem duas grandes árvores frondosas.
- Você já reparou nas árvores das grandes cidades? Seus troncos são pretos e suas folhas cobertas pelo pó e sofrem muito com a poluição. Suas raízes não têm nem o direito de crescer para os lados, pois ao seu redor tudo é cimento ou asfalto... E suas copas sentindo-se animadas para crescer são logo podadas, ficando surecas, para desespero dos pardais.
Quem tem o costume de fumar ou vive em um ambiente poluído pode ter uma certeza: seus pulmões são como essas tristes árvores.
Os alimentos são como os combustíveis - a gasolina, álcool e o diesel fazem um carro movimentar. Nosso corpo funciona também à base de combustíveis que são os açúcares, amidos e gorduras dos alimentos que fornecem energia para o corpo. Alimentos mal conservados ou cheios de venenos químicos podem fazer o nosso organismo parar além de prejudicar outros órgãos.
Nossa boca, dentes, estômago, intestinos ou o fígado são como fábricas especiais, que produzem várias substâncias para o organismo. O fígado tem uma capacidade enorme de recuperação - até 90% dele pode ser destruído. Há casos em que os 10% que restaram podem reconstruí-lo até o seu tamanho normal. Ele é também o agente de limpeza do corpo humano, coletando e tratando todo o lixo e, sem dúvida, sabe fazer também a coleta seletiva. Ele nem precisa ensinar aos outros órgãos a jogarem o lixo na lixeira.
O sistema de transporte de uma cidade é feito pelos carros, ônibus e trens através de estradas, avenidas e ruas.... Em nosso corpo, quem carrega o oxigênio para todos os órgãos, é o sangue.
Os rins, que são dois, funcionam como estações de tratamento de esgoto. Só que eles filtram o sangue livrando-o das sujeiras, formando então a urina, que será expelida para fora do nosso corpo. Como estão nossos rios, córregos, ribeirões? O que eles têm levado para o mar?
- Mas o que poderíamos comparar com a nossa pele e pêlos que cobrem o corpo? As ruas arborizadas, as praças com suas flores, os jardins, os manguezais, as matas, os gramados e outras plantas! Nossa pele protege o corpo contra tudo e contra todos. Ela nos mostra o mundo através dos sentidos. Por ela sentimos dor, calor, frio. Quando cheia de saúde, ela nos protege contra várias doenças. Mas se a ferimos podemos adoecer gravemente. O mesmo acontece com o verde da cidade e do campo: se o trocamos pelo asfalto ou chão batido nosso corpo não transpira. O chão seco recusa tristemente a água da chuva que só tem um caminho: entrar pelas bocas de lobo (quando existem) entupidas e levar o lixo acumulado para os rios onde tudo vai explodir numa enchente na periferia ou mesmo nas áreas centrais da cidade. No campo, a água da chuva no chão, sem o verde, abre caminho aos buracos e crateras causados pela erosão – sem cicatrização.
- E os nossos órgãos genitais? Representam o que? Eles demonstram a possibilidade da vida ter a sua continuidade com o nascimento de novos habitantes. São como as árvores que a cada temporada dão novos frutos.
- Mas esse corpo não tem cérebro?
- Claro, vocês já viram cidade sem governantes? Sem prefeitura, sem câmara municipal?
- E o povo dessa cidade? O que poderia representar as lideranças comunitárias, as associações de moradores, os movimentos de defesa do cidadão?
Para esses existe um órgão especial que em tudo se parece com eles. Um órgão poderoso, resistente e que não pára nem quando o corpo descansa. Sempre alerta, ele é o retrato da mobilização! É também a morada da esperança...
Mas antes de dizer quem é ele não devemos esquecer de um fato muito importante: Todos os órgãos do nosso corpo trabalham em parceria. Nenhum deles consegue sobreviver sozinho.
- E agora vamos descobrir que órgão melhor representa o povo? Ele se chama coração!
- Nosso corpo é ou não é também o meio ambiente?