sexta-feira, 27 de março de 2009

RECADO DE ADRIANA APARECIDA AFONSO FIGUEIREDO:E.M.E.I.Ipê –Embu das Artes - Sp


Boa noite, Sr. Mário, desta vez estou lhe enviando um “mail” para contar uma experiência com os alunos (educação infantil - 5 e 6 anos). Serei breve:

"As crianças iniciaram o ano me oferecendo flores na entrada. Coloquei-as encima do armário e na correria ficaram lá. No outro dia ganhei mais algumas e disse a eles:
-Olha o que aconteceu com as flores?. Resposta imediata: - Também a senhora não pôs água!
_ Tudo bem então vamos colocar na água... (percebi o interesse da turma).
Mas no outro dia, voltamos a observá-las e estavam da mesma forma, então questionei:
- E agora? Ela já tem água...
Silêncio profundo.
_ Já sei falta a areia...
- Areia ou terra? (conversamos onde havia areia e se serviria para as
plantas).
- É terra né... (concluíram)
Pois, bem trouxeram outra flor e plantamos com as outras, as flores murcharam, mas a outra não.
Perguntei: - E agora, porque estas murcharam e está não?
_ Professora é que esta é diferente da outra... (tipo se liga “pro” é óbvio).
- Já que vocês são tão espertos, o que segura uma planta na terra?
Várias respostas, até que uma:
- Uma coisa que parece uma corda...
Fomos até o jardim da escola e no caminho o mesmo aluno, grita:
- É UMA RAIZ.
- É o que?
- UMA RAIZ (gritou satisfeito).
Arranquei um matinho com cuidado e todos tocaram sua raiz, ficaram curiosos pois, a maioria não conhecia. Plantamos o matinho de novo.
Enfim, achei lindas as conclusões e interesse deles, e a partir dai está surgindo um projeto, que com certeza será muito rico. Escrevi-lhe para compartilhar esta experiência e dizer que você e o seu grupo com certeza influenciaram o meu trabalho. Parabéns! Que Deus os proteja e que nunca desistam deste lindo trabalho..."

quinta-feira, 26 de março de 2009

OS ZIGODÁCTILOS: Lélio Costa e Silva

Curiosas formas, bem dotadas de bico. Vermelhos, negros, brancos,
laranjas, amarelos, azuis, verdes. Berram as suas brasileiras cores.
Os tucanos têm os pés zigodáctilos... Dois dedos para a frente, dois
dedos para trás. Assim preferem as copas das árvores.


Abaixo filhotes de tucanos (Ramphastos toco) recuperados do tráfico e
entregues ao CEBUS-Centro de Biodiversidade da Usipa, em Ipatinga-MG
para tratamento e reabilitação.








segunda-feira, 2 de março de 2009

Reflexão para Março: NOSSO CORPO É O MEIO AMBIENTE- Lélio Costa e Silva

A gente imagina que o corpo humano é muito diferente do planeta, dos animais ou mesmo das plantas, mas na verdade somos muito parecidos.
Vamos pensar então:
- Quem já viu uma gravura, ou desenho dos nossos pulmões, sabe que eles, virados para baixo, parecem duas grandes árvores frondosas.
- Você já reparou nas árvores das grandes cidades? Seus troncos são pretos e suas folhas cobertas pelo pó e sofrem muito com a poluição. Suas raízes não têm nem o direito de crescer para os lados, pois ao seu redor tudo é cimento ou asfalto... E suas copas sentindo-se animadas para crescer são logo podadas, ficando surecas, para desespero dos pardais.
Quem tem o costume de fumar ou vive em um ambiente poluído pode ter uma certeza: seus pulmões são como essas tristes árvores.
Os alimentos são como os combustíveis - a gasolina, álcool e o diesel fazem um carro movimentar. Nosso corpo funciona também à base de combustíveis que são os açúcares, amidos e gorduras dos alimentos que fornecem energia para o corpo. Alimentos mal conservados ou cheios de venenos químicos podem fazer o nosso organismo parar além de prejudicar outros órgãos.
Nossa boca, dentes, estômago, intestinos ou o fígado são como fábricas especiais, que produzem várias substâncias para o organismo. O fígado tem uma capacidade enorme de recuperação - até 90% dele pode ser destruído. Há casos em que os 10% que restaram podem reconstruí-lo até o seu tamanho normal. Ele é também o agente de limpeza do corpo humano, coletando e tratando todo o lixo e, sem dúvida, sabe fazer também a coleta seletiva. Ele nem precisa ensinar aos outros órgãos a jogarem o lixo na lixeira.
O sistema de transporte de uma cidade é feito pelos carros, ônibus e trens através de estradas, avenidas e ruas.... Em nosso corpo, quem carrega o oxigênio para todos os órgãos, é o sangue.
Os rins, que são dois, funcionam como estações de tratamento de esgoto. Só que eles filtram o sangue livrando-o das sujeiras, formando então a urina, que será expelida para fora do nosso corpo. Como estão nossos rios, córregos, ribeirões? O que eles têm levado para o mar?
- Mas o que poderíamos comparar com a nossa pele e pêlos que cobrem o corpo? As ruas arborizadas, as praças com suas flores, os jardins, os manguezais, as matas, os gramados e outras plantas! Nossa pele protege o corpo contra tudo e contra todos. Ela nos mostra o mundo através dos sentidos. Por ela sentimos dor, calor, frio. Quando cheia de saúde, ela nos protege contra várias doenças. Mas se a ferimos podemos adoecer gravemente. O mesmo acontece com o verde da cidade e do campo: se o trocamos pelo asfalto ou chão batido nosso corpo não transpira. O chão seco recusa tristemente a água da chuva que só tem um caminho: entrar pelas bocas de lobo (quando existem) entupidas e levar o lixo acumulado para os rios onde tudo vai explodir numa enchente na periferia ou mesmo nas áreas centrais da cidade. No campo, a água da chuva no chão, sem o verde, abre caminho aos buracos e crateras causados pela erosão – sem cicatrização.
- E os nossos órgãos genitais? Representam o que? Eles demonstram a possibilidade da vida ter a sua continuidade com o nascimento de novos habitantes. São como as árvores que a cada temporada dão novos frutos.
- Mas esse corpo não tem cérebro?
- Claro, vocês já viram cidade sem governantes? Sem prefeitura, sem câmara municipal?
- E o povo dessa cidade? O que poderia representar as lideranças comunitárias, as associações de moradores, os movimentos de defesa do cidadão?
Para esses existe um órgão especial que em tudo se parece com eles. Um órgão poderoso, resistente e que não pára nem quando o corpo descansa. Sempre alerta, ele é o retrato da mobilização! É também a morada da esperança...
Mas antes de dizer quem é ele não devemos esquecer de um fato muito importante: Todos os órgãos do nosso corpo trabalham em parceria. Nenhum deles consegue sobreviver sozinho.
- E agora vamos descobrir que órgão melhor representa o povo? Ele se chama coração!
- Nosso corpo é ou não é também o meio ambiente?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Reflexão Para Fevereiro: O URUBU EM SEU PRÓPRIO DIREITO- Lélio Costa e Silva

AS VOZES DA NATUREZA MANDAM DIZER QUE NÃO SOU EU O SÍMBOLO DO AZAR.
QUERO CONTINUAR A REMEXER A CABEÇA NUA NAS CARNES PUTREFATAS, EXECUTANDO A MINHA TAREFA BIOLÓGICA, MAS ANSEIO TAMBÉM SER ENTENDIDO COMO UMA AVE SUPER-HIGIÊNICA, INTEGRANTE DAS CADEIAS ALIMENTARES.
QUERO CONTINUAR A POR MEUS OVOS NOS BURACOS E PEDRAS DOS MORROS, MAS NÃO DESEJO VER MEUS FILHOTES APEDREJADOS E MAU VISTOS PELA ESPÉCIE HUMANA.
QUERO ABRIR AS ASAS AO SOL E VOAR EM ESPIRAL COM OS MEUS COMPANHEIROS E MOSTRAR QUE A MINHA PLUMAGEM PODE TER O MESMO ESPLENDOR DAS OUTRAS AVES IRMÃS.
QUERO DISPENSAR DO MEU DESJEJUM AS CARCAÇAS CONTAMINADAS PELOS VENENOS ACUMULADOS, ESPALHADOS PELO HOMEM - VERDADEIRAS BOMBAS DE EFEITO RETARDADO, QUE DESTROEM A MIM E A TODA VIDA DO PLANETA.
QUERO DESCONSIDERAR A VERGONHA E O CONSTRANGIMENTO DAS PESSOAS COM A MINHA PRESENÇA EM FRENTE ÀS SUAS CASAS - “TODO URUBU TEM QUE IR ONDE O LIXO ESTÁ”.
QUERO ENTENDER ESSA ECOLOGIA URBANA, ONDE O LIXO SE ACUMULA CADA VEZ MAIS EM LOTES, RUAS, PRAÇAS E MARGENS DE RIOS AUMENTANDO EXCESSIVAMENTE O MEU TRABALHO.
FINALMENTE, AGRADEÇO OS ADJETIVOS CONCEDIDOS À MINHA ESPÉCIE: LIXEIRO DA NATUREZA, SARCÓFAGO ALADO, INSPETOR DO LIXO, NECRÓFAGO...
E, EM NOME DE UMA POSSÍVEL LINGUAGEM UNIVERSAL, DEIXO AQUI O MEU ÚLTIMO PEDIDO:
- PELO TRABALHO DOBRADO E PELO RISCO DE VIDA, QUERO TAMBÉM RECEBER AS MINHAS HORAS-EXTRAS E O MEU ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Lâmpada de garrafa PET

Uma reportagem sobre como economizar energia com lâmpadas feitas de água e garrafas PET presas no telhado. Criatividade incrível.

http://br.youtube.com/watch?v=kqJdLYhzbTo

domingo, 25 de janeiro de 2009

Recado Da Fauna : MINHA HISTÓRIA - Mário Luís Bauer


Minha história poderia ser bem diferente, mas é igual a outras tantas. E infelizmente continuará sendo assim, pois não vejo como mudá-la. Não depende de mim exatamente. Explico-lhes: nasci livre, bem longe daqui num vasto território cheio de verde, água abundante, onde pude brincar e aproveitar todo o tempo com os da minha espécie.
Era uma época cheia de alegria, comida disponível, não havia escassez, tudo muito bom. Vivíamos juntos, animais e seres humanos. Ambos se respeitavam. Alguns de nós e outros pequenos animais nos tornamos seus animais de estimação, em completa comunhão.
Mas um dia tudo mudou graças à ganância de um ser que passou a se julgar superior. Minha vida tornou-se um pesadelo. Perdi minha família e o meu território. Antes, juntos com seres humanos, habitávamos os mesmos lugares, num mútuo respeito. No entanto, não consegui compreender quando as coisas começaram a mudar. As matas tornaram-se menores e a cada dia mais árvores foram derrubadas. Fogo e monstros metálicos que acabavam com tudo em poucos instantes e a mim só restou uma opção, a fuga.
Como viver em outros lugares sem comida e água, sem condições de sobreviver? Ah! Vocês devem estar pensando que eu queria luxo. Não é bem isso - só desejava minha casa novamente, onde nasci, fui criado e brinquei quando pequeno.
Assim, não tive escolha. Resolvi voltar às minhas origens, mas para o meu espanto, tudo o que existia antes havia acabado. No local, animais que eu nunca havia visto - possuíam dois chifres e mugiam muito diferente dos veados que conhecia. Eram barulhentos e bravos. Nem queriam amizade, juro que tentei.
Saibam, é muito difícil sobreviver fora da casa onde nascemos. E foi o que aconteceu comigo. Tinha que arrumar comida e a caça a que estava acostumado não existia mais, sendo por isso muitas vezes expulso por homens armados, pouco amistosos. Vi muitos de minha espécie morrerem e se tornarem troféus ou simplesmente tapetes. Tem gente que nos prefere imóveis e empalhados.
Um dia, exausto e com fome me vi cercado e sem lugar para ir. Lembro-me de alguém com uma arma apontando e então pensei - chegou meu fim. Ouvi um estampido e só me recordo de acordar em um lugar com grades, árvores, água e comida. Fui julgado, culpado e condenado a ficar em exposição até o final dos meus dias. Aqui sou bem cuidado, mas... Podem até achar que sou mal agradecido, mas é que nasci livre, e isso é o que gostaria de ter de volta, a minha liberdade. Mas também se resolvessem me soltar para onde iria agora?Onde foram parar as matas? As florestas estão cada vez menores...
Bem, estava na minha casa e acabei enjaulado. Hoje faço parte de uma lista onde figuram inúmeros animais, primeiros moradores desta terra e talvez tenha sido esse o nosso maior erro – chegar primeiro. Acho.
- Mas afinal, já sabem quem sou? Para alguns, um lindo animal com uma pelagem cobiçada, para outros uma ameaça.
- Corajosamente lhes digo: sou uma onça-pintada!
Mas tenho ainda uma esperança. Um dia a humanidade compreenderá o meu papel de predador neste Planeta. Saberá que também faço parte da teia da vida. E aí terá dado “o pulo do gato”, ou melhor, da onça!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Uma Lição

Bem legal esse video, uma lição de solidariedade
que deve ser seguida.
Não estamos sós .


http://br.youtube.com/watch?v=vpQdk8OZ7lw