sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PROJETO SEMENTEIRA ALCOBAÇA E CARAVELAS BA MODULO II 2009

No mês de Setembro estivemos nas cidades de Alcobaça e Caravelas no estado da Bahia
aonde aconteceu o modulo II do projeto Sementeira.
Aonde foram tratados assuntos referente a Educação Ambiental : Ecologia Humana, Biodiversidade e Cidadania.

FOTOS DO PROJETO SEMENTEIRA EMBU MODULO V











Trabalhamos com dinâmicas, músicas, contos desenhados, sensibilização e tratamos de assuntos de higiene com palestra sobre Verminoses.

PROJETO SEMENTEIRA EMBU DAS ARTES MODULO V

No mês de agosto estivemos novamente em Embu das Artes - São Paulo
para dar continuidade ao projeto Sementeira, aonde aconteceu o modulo V,
(interrompido por causa de festividades no Parque Rizzo) cujos temas tratados
foram EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Saúde, Biodiversidade e Cidadania
com o objetivo especificos:
  • Discutir as questões da saúde, biodiversidade e cidadania no contexto da transdisciplinaridade ;
  • Discutir e realizar novas práticas de sensibilização e instrumentação no contexto da educação ambiental;
  • Realizar oficinas contextualizadas com o cotidiano escolar;
    Promover a continuidade dos grupos de reedição do projeto Sementeira.

Reflexão para Outubro: OVOS E LARANJAS - Lélio Costa e Silva

Com tanta fome, aquele homem comprou de uma só vez, seis laranjas, de um vendedor na porta do zoológico. Imaginou que poderia sorver o caldo delicioso e depois comer o bagaço de todas elas. No entanto, de posse das seis laranjas, preocupou-se apenas em chupá-las rapidamente. Os bagaços esquecidos foram despudoradamente jogados ao chão. Absorto em seu passeio, chegou a tropeçar nas lixeiras ignoradas.
Livre, diante do recinto dos macacos-prego, arrotou retumbantemente, tentando chamar a atenção daquele grupo de primatas em cativeiro. Ninguém lhe deu importância. Num canto, uma velha macaca preparava-se para a sua refeição da tarde. Coincidentemente tinha recebido do tratador, seis ovos de codorna, fato que chamou a atenção do visitante. Teve início então o ritual alimentício da macaca. Com os ovos devidamente protegidos pela cauda semipreênsil, pacientemente, ela começou a bater o primeiro ovo suavemente contra o chão, com todo o cuidado. Cautelosa, arrancou com delicadeza alguns pedacinhos da casca, bebendo a clara e a gema como um “ manjar dos deuses ”. Após alimentar-se do conteúdo do primeiro ovo retirou pequenos pedaços da casca, lambendo-os um a um, aproveitando tudo. Somente depois de certificar-se que nada mais havia, é que passou para o ovo seguinte e assim, sucessivamente.
Intrigado, o homem insistia em chamar a atenção dos macacos. Impedido pela cerca, fazia caretas, pulava e abria os braços esboçando gestos caricaturais. Assobiava, batia palmas, gritava, cuspia e atirava objetos no viveiro. Sem sucesso.
E o tempo passou. Ovo por ovo, casquinha por casquinha, meia dúzia. Plena e satisfeita a velha macaca, por um fugaz momento, fitou aquele homem exaltado e ofegante. Indagando-se mutuamente, olhos de macaca e olhos de homem, por um segundo se cruzaram. E foi só.
De costas viradas para o estardalhaço, a velha macaca procurou um galho seco e se abrigou em seu cativeiro. Dormiu.
Anoiteceu. De repente, em meio ao desapontamento pela perda da “ guerra psicológica ”, o livre homem sentiu fome. E se lembrou dos bagaços de laranja que havia desprezado.

Reflexão para Setembro: A HIERARQUIA DAS GALINHAS E O PODER - Lélio Costa e Silva

O que faz o poder demonstrar o lado “sombra” que existe em nós, fazendo emergir a tirania? O que permite a um temporário detentor do poder tornar-se uma pessoa diferente das demais?
O estudo da conduta animal pode ser um exemplo para reflexões e analogias em nosso cotidiano. Assim, a inverossímil observação da hierarquia - ordem ou subordinação de poderes, em um galinheiro pode nos revelar aspectos interessantes e esclarecedores nesse parentesco entre o ser humano e os bichos. Desde algumas décadas cientistas (etólogos) noruegueses e norte-americanos descreveram como ocorre a luta pelo poder entre as galinhas e também entre os galos, baseada numa “ dupla hierarquia de bicadas”. A galinha mais corajosa, mais forte e mais agressiva é considerada a líder pelo resto do grupo. Na hora de dormir, a posição das galinhas num poleiro revela quem é a “chefe”, chamada “número 1” e as demais subalternas. A “chefe” escolhe o lugar mais alto e protegido e ao lado, ou logo abaixo a galinha número 2, a 3 , a 4 e assim por diante. Existem também aquelas que nem podem subir no poleiro e são essas que apresentam mais visivelmente falhas na plumagem provenientes de bicadas das mais poderosas, numa evidente postura de submissão.
Entre os galos, que geralmente não bicam as galinhas, a hierarquia consiste resumidamente em um macho senhor e dono do galinheiro fazer dos demais machos se sentirem “galinhas”.
As galinhas de posição mais elevada são também privilegiadas na hora de dormir e comer e as inferiores só terão esse direito quando as poderosas se refestelarem. Ou então acordar bem mais cedo para comer escondido. É sabido também que as “chefes” além de acordar tarde são menos eficientes no interesse sexual, mesmo cercadas de privilégios e imunidades. Regras regulamentam o comportamento diante da sua presença : as galinhas subalternas afastam-se humildemente para lhe abrir caminho. Outras observações científicas indicam que quanto mais alta a posição social de uma galinha, menor a predisposição em se entregar ao galo, ao contrário das galinhas ditas “inferiores”, bem mais solícitas ao primeiro chamado do rei do galinheiro.
Bem, para esclarecer se toda essa história não passa de uma ficção a solução é visitar e observar pacientemente um galinheiro...
Mas, sobre o poder vale ainda refletir sobre alguns pensamentos :
“Os principais desejos do homem são os de poder e de glória.” Bertrand Russel
“Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova, o caráter de um homem, dê-lhe poder.” Abraham Lincoln
“O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se à sua volta está o deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim. “Rubem Alves
“É possível exercer o poder de maneira “empresarialmente eficaz, psicologicamente curativa e pessoalmente gratificante”. James Hillman

Outras informações sobre a hierarquia das galinhas :

· Da mesma forma que para comer, as galinhas bebem uma após a outra , numa ordem rigorosa : A galinha 1 bebe primeiro e as demais esperam.A galinha 2 fica mais próxima do bebedouro e as galinhas 3 e 4 nem podem se aproximar até que 1 e 2 tenham terminado de beber.

· Na hora de dormir :
A galinha 1 escolhe o lugar mais protegido num canto. Ao seu lado vem a galinha 2, depois a 3 e na extremidade mais fria do mesmo poleiro a galinha 4. A 5 só pode ficar no andar debaixo das quatro primeiras . As falhas na plumagem indicam a intensidade das bicadas. Quanto mais depenadas, mais subalternas na escala hierárquica elas se encontram.

· Após um certo tempo de hierarquia estabelecida, cessam as bicadas : basta apenas um “olhar” da galinha superior para que as outras se curvem ou afastem-se.

· Se uma galinha for retirada do galinheiro por duas semanas, ela perderá seu “ posto” e terá que lutar para reconquistá-lo.

· Uma galinha recém-chegada num galinheiro terá que ser extraordinariamente agressiva para conquistar algum posto.

· Quando as galinhas de dois galinheiros se misturam o resultado é aterrorizador: penas para todos os lados e parada da postura de ovos e uma batalha feroz.
· Na hora de comer: as galinhas “ inferiores” não tem o direito de nem “ ciscar” no terreno enquanto as superiores estiverem comendo.

· Se as inferiores quiserem comer mais despreocupadas sem o risco de novas bicadas elas devem levantar cedinho, ainda escuro, enquanto as superiores dormem despreocupadamente.

· As galinhas privilegiadas “ pavoneiam-se” com a cabeça bem erguida, e passam com a plumagem bem eriçada ao lado das “ párias” , que , abaixando a cabeça, afastam-se submissas para lhes abrir caminho.

· As galinhas da “classe inferior” necessitam de mais tempo para atingir a maturidade sexual.

· As galinhas “párias” ao verem um galo deitam-se sobre o ventre e abrem as asas num convite ao acasalamento,sempre disponíveis a um mínimo chamado do galo. Já as superiores quanto maior a hierarquia menor a disposição para se entregarem a um galo.

· Plumagem da galinha chefe :mais reluzente e bem cuidada.Plumagem das inferiores : sem brilho e cheia de falhas.

sábado, 5 de setembro de 2009

Reflexão para Agosto: CARDÁPIO - Lélio Costa e Silva e Maria Pacheco M. C e Silva

Bom dia!
Escovei meus dentes brilhantes com AU-VIII, sacarina, fosfato mono-sódico, dióxido de titânio, formaldeído, fluoreto de sódio, polietilenoglicol e corantes verde e azul.
Bebi um delicioso café, adoçado com ciclamatos de cálcio e sódio e sacarina sódica.
Comi biscoitos de A-VIII e ET-III e um bolo de fosfato monocálcico, amanteigados com C-III, H-VII, P-IV e A-II, tudo aromatizado artificialmente.
Almocei um arroz temperado com parafina, AU-VI, AU-VII, inosinato e guanilato de sódio e corante caramelo, acompanhados de um filé de dietiestilbestrol, mal-passado.
Adorei a sobremesa: azul brilhante, verde nº 3 e violeta nº 1, flavorizantes, espessantes, adoçantes, estabilizantes, acidulantes, antiumectantes...
À tarde, senti necessidade de um lanche:
Língua, gordura, cartilagem, traquéias, tendões e aparas de carcaças coloridos com nitratos e nitritos. Pão de bromato. Maionese de ácido lático, anti-oxidante E.D.T.A. e ET-XXVIII.
“Matei” a sede bebendo um refrigerante com A-XIV, H-II, C-II, F-I, P-I, ET-XIX, ET-XXII, ET-XXX.
Para completar, um refrescante sorvete com aromas artificiais de leite condensado, chocolate, toffee e baunilha, além de C-II e C-V.
À noite, recusei o jantar, afinal um regime é sempre bem-vindo. Despistei a vontade, mascando chicletes com aroma artificial de tutti-frutti, ET-I e C-II.
Para relaxar, já que ninguém é de ferro, bebi um cervejota com 4,7% de álcool, AX-IV, ET-XXVI e H-VII.
Boa noite!
Prometo que até o ano 2.012 irei explodir.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Reflexão para Julho: UMA ESTRELA DE VIRTUDES - Lélio Costa e Silva

Primeiro busquei o significado da palavra virtude: “uma disposição firme e constante para a prática do bem, uma força que age ou que pode agir.”
Depois adormeci querendo saber quais seriam as principais virtudes que tornam uma pessoa melhor. Então alguém em meus sonhos disse: “A virtude de um ser é o seu valor” E me contou sobre um asteróide e seus cinco ensinamentos estelares.
Onde o azul era infinito, mar e céu viviam unidos. Neles, entre latitudes e profundidades, um ser da fantasia, uma estrela-do-mar, transitava. Pouco convencional, sem rabo nem cabeça, nem lado direito ou esquerdo, cinco braços eqüidistantes. Contrariando a normalidade? Que mistérios, que semelhanças? Nem se importaria se os outros a considerassem diferente. E se porventura houvesse interrogações, elogios ou desprezo, não se incomodaria - nunca se sentia mais importante que os outros. Ali a Simplicidade era uma presença virtuosa.
E, quando queria se deslocar naquelas águas marinhas, qualquer lado seu podia tomar a iniciativa, pois os outros obedeciam numa ação coordenada. Uma segunda virtude ali se espelhava: A Cordialidade. A ausência do individualismo, a aquiescência em favor do outro em concordância divina.
Diante das marés turbulentas, mesmo com o aparentemente sistema nervoso primário, sem cérebro, podia entender o que ocorria ao seu redor, pois para sentir o toque e a luz tinha sensores nos braços e só. Contava com o favor das ondas para não perecer diante da luz solar implacável queimando a areia ou virar comida de gaivotas ou falcões-pescadores. A cada retorno às águas profundas borbulharia mais uma virtude, a Gratidão - a capacidade de expressar o verbo agradecer retribuindo com o melhor de si : o ato de dividir a própria alegria pelo gesto de Solidariedade do mar.
Entretanto apresentava habilidades surpreendentes, um talento notável para a regeneração e o desprendimento. Quando perdia um braço ao ser manuseada rudemente podia em, alguns casos, cultivar um novo, após determinado tempo e até fazer nascer de um pedaço um novo indivíduo completo. Maior Tolerância impossível. De um ferimento o recomeço, de um fragmento a lição de mais um sonho.
E hoje desejo acordar para a luta diária querendo ser aquela estrela-do-mar, no oceano da vida. Aprendi que para isso a minha principal tarefa será vivenciar em mim e descobrir nos outros a somatória de todas as virtudes, o Amor.