terça-feira, 18 de junho de 2013

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ARVORE DA VIDA

 
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Projeto Pedagógico de Educação Ambiental

O projeto pedagógico de educação ambiental é destinado ao público das comunidades das regiões sob influência da Veracel: Municípios de Eunápolis, Canavieiras, Belmonte, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. O pólo irradiador das ações socioambientais é a Estação Veracel pela sua importância como um dos maiores patrimônios naturais brasileiros.A cada ano, os educadores de educação infantil e ensino fundamental de um ou dois municípios terão a oportunidade de participar dos seminários promovidos pelo PEAV com a consultoria da empresa Árvore da Vida. De acordo com Lélio Costa e Silva, médico veterinário, consultor da empresa Árvore da Vida, “educação ambiental é uma educação para a harmonia e não apenas o ensino em si, resultando em um esforço concentrado entre a escola, família, governo e sociedade. Ou ainda, a recuperação das virtudes, valores e o sentido correto da ética em sua etimologia: Ethos, a morada do ser incluindo todas as formas de vida”.

Reportagem:Comunicação Veracel

Entrevista do Dr Lélio Costa e Silva-Programa de Educação Ambiental Veracel

Dr Lélio comenta sobre o novo Programa de Educação Ambiental da Veracel (PEAV).
Programa desenvolvido pela Árvore da Vida
em parceria com o Dpto de Meio Ambiente da
Veracel e da RPPN Estação Veracel.

Matéria produzida pela Record News Bahia;

http://www.youtube.com/watch?v=OLjet2e8f6g&feature=player_embedded

terça-feira, 22 de março de 2011

Reflexão para Março : Prece Celta (válido para todas a Religiões)











Veneno Ecológico para matar ratos

Veneno ecológico para matar ratos.

UTILIDADE PÚBLICA

Nossos cientistas são feras mesmo!
Vivendo e aprendendo. Método usado por criadores de pássaros.

COMBATENDO OS RATOS
Mudei-me há poucos meses para o primeiro andar de um prédio e, como todo paulistano, estou sendo vítima desses indesejáveis hóspedes..
Pergunta daqui, pergunta dali... uma amiga me disse que feijão triturado matava ratos, mas não detalhou. Fui pesquisar e descobri esse estudo da Universidade Federal de Pelotas (que é o link deste post).
http://www.ufpel.tche.br/faem/agrociencia/v1n1/artigo2.pdf
Como fazer:
Pegue uma xícara de qualquer feijão cru (sem lavar mesmo), coloque no multiprocessador, ou liquidificador (SEM ÁGUA) e triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.
Onde colocar:
Coloque em montinhos (uma colher de chá) nos cantos do chão, perto das portas, e janelas (sim eles escalam as janelas), atrás da geladeira, atrás do fogão, atrás de tuuuuuuuuudo !
O que acontece:
O rato come essa farofinha, dilicia... nhami nhami... mas ele não tem como digerir o feijão (cru), por falta de substâncias que digerem feijão cru, causando assim um envenenamento natural por fermentação.
RESUMINDO: a rataiada morre em até 3 dias.
DETALHE IMPORTANTE:
Ao contrário dos tradicionais venenos (racumim, por ex) o rato morre e não contamina animais de estimação que, por sua vez, morrem por terem comido o rato envenenado. E a quantidade de feijão que ele ingeriu, e morreu, é insuficiente para matar um cão ou gato, mesmo porque estes gostam de MATAR pra comer... mas morto eles não comem.
Se tiver crianças pequenas (bebês) ainda em período de engatinhamento, que colocam tudo na boca, não faz mal algum, pois o feijão para o ser humano, mesmo cru, é digerido.
NÃO TEM CONTRA-INDICAÇÃO
REPASSEM, O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE DE TODOS NÓS AGRADECEM, VAMOS PARAR DE UTILIZAR QUÍMICOS A TODO SEGUNDO !

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Reflexões para Fevereiro: O TEMPO DA FLOR : Lélio Costa e Silva


Diante de um jardim converso com uma grande amiga admirando juntos a beleza das flores. Ela planeja o futuro e o jardim. Plantas e família. Quer o bem de todos. Mas, se preocupa com aquela roseira sem flores. “Cresceu demais e está no caminho dificultando a passagem, vou ter que mudá-la de lugar,” diz.
Retiramos-nos, cada um imaginando 2011 e o que vem por aí. O que será que a roseira ficou pensando?
Todos somos sensíveis ao que é natural. Porque nascemos de um plantio. E as plantas? Têm sentimento? Nosso amor pelas plantas e animais é recíproco?
Podem os bichos e as plantas ensinar virtudes e valores? Por que as cobras são tão prudentes a ponto de terem essa sua virtude citada até na Bíblia? E as onças tão corajosas? E os lobos, misericordiosos? E a humildade das árvores, que doam a vida, o alimento, a sombra e o frescor em silêncio?
Cientificamente já está comprovado que as plantas reagem a estímulos externos. E a estímulos mentais diante de palavras proferidas com afeto?
Penso apenas que elas são seres vivos que estão aqui no Planeta. Não apenas por nossa causa, mesmo sabendo que delas depende a nossa vida. Há uma lógica maior. Entre tantas lições a que mais me causa admiração em contemplar as plantas é o seu silêncio altruísta. Estão ali por que estão. Simplesmente. Não invertem estações.
Um ipê mora em frente à sala onde trabalho. Para buscar a luz ele se dobrou e virou um “pau que nasceu torto”. Vejo nisto outra lição. Aprendi que devemos nos dobrar e adaptar de acordo com o meio onde vivemos. Sempre em busca da Luz. Elegi-o como meu conselheiro. Quanto o stress e a dúvida aparecem, busco o ipê. E ele morfologicamente me responde dizendo: “ontem estava florido, hoje estou coberto de vagens com sementes aladas, daqui a algum tempo terei folhas. Verdes, verdejantes, disponíveis. Tudo a seu tempo. “A natureza não dá saltos”.
Então acalmo meu imediatismo e percebo que o ambiente natural não é apenas um pano de fundo em nossas vidas, nem coadjuvante. Animais e plantas não preocupam se têm compromisso ou um valor prático. Estão a mercê de um plano Maior.
Ângelus Silesius (1624-1676) Polônia disse:
"A rosa não tem porquê. Floresce porque floresce. Não cuida de si mesma. Nem pergunta se alguém a vê...".
Mas, afinal o que aconteceu com aquela roseira?
Dois dias depois amanheceu coberta de botões e até hoje se mantém florida como que estivesse repetindo a frase acima.
Daquele jardim não sairá mais, com ou sem rosas. Até que se cumpra o seu tempo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NOVIDADES DE 2011

EM 2011 A ÁRVORE DA VIDA LANÇARÁ SUA HOME PAGE, MAS MANTEREMOS TAMBÉM O BLOG PARA SUAS CONSIDERAÇÕES

ABRAÇOS A TODOS

GRUPO ÁRVORE DA VIDA
CONSULTORIA

FELIZ NATAL E UM 2011 CHEIO DE REALIZAÇÕES!


UMA ANTA LHE DESEJA UM FELIZ NATAL

Lélio Costa e Silva

Nesses tempos atuais muito nos inquieta a idéia de como os animais ainda estão à mercê do preconceito, do descaso, da irresponsabilidade e ignorância humanas.
É comum ainda ouvirmos xingamentos usando os animais como adjetivos. E a palavra “anta” tem sido usada equivocadamente para designar as pessoas desprovidas de inteligência. Tanto estranhamento nos assusta. Se algum dia você se perder em uma mata e se deparar com uma anta, basta segui-la. Toda anta anda em trilhas a procura de água - coisa de bicho inteligente. Quer dizer: de sede você certamente não morrerá, graças a inteligência do animal.
Como médico-veterinário tenho tido o privilégio de trabalhar com animais silvestres há um bom tempo e a exercitar com eles a minha educação interior. Desde criança aprendi a lutar contra rótulos, preconceitos e equívocos em relação aos animais e plantas. “Naturalista”? “Tecnicista”? “Radical”? “Catastrófico”? “New age”? “Conformista”? Não sei onde me enquadro.
Deixar de considerar os demais seres vivos como meros coadjuvantes em minha trajetória tem sido um desafio. Lidar com animais nos faz exercitar a educação da sensibilidade, o reaprender a olhar e a redefinição dos valores. Não me preocupo se deve haver sempre uma razão prática e lógica para preservar a Natureza. Sou apenas mais um que dela faz parte.
Mas esta é uma história de Natal. De anta.
Conta uma lenda que a anta foi feita com partes de outros animais, o formato de um porco, os pés de rinoceronte, os cascos de boi, o focinho como uma pequena tromba e os olhos estrábicos acesos, mas mesmo com tantos atributos não conseguiu chegar a tempo para presenciar o Nascimento.
Já lhes digo o motivo: é que ela estava em uma trilha à procura de um presente especial para o Filho de Deus. Não era a mirra, nem o incenso, nem o ouro. Outros já haviam tido essa idéia. Quis ser mais original: encontrar um riacho de águas limpas e levar o recém-nascido para o primeiro banho como todas as antas fazem quando nascem os seus filhotes. E caso a criança necessitasse de leite ela ofereceria o seu para Nossa Senhora amamentar o Filho. Por isso, andou, andou, andou. Sabia que não tinha muito tempo. De longe observou uma estrela diferente no céu. Distraiu-se tanto com aquele brilho que não viu a hora passar. Já era madrugada quando encontrou uma lagoa de águas cristalinas que refletiam a claridade daquela noite especial. Mas estava tão cansada que dormiu.
Assim, quando Jesus nasceu Ele teve a companhia dos animais domésticos como o burro, a vaca e o primoroso canto do galo, como todos o sabem. Mas Deus quando viu seu Filho sendo recepcionado pelos animais e pastores com tanto carinho reconheceu o esforço da anta. Convidou-a para subir ao firmamento e a transformou na Via Láctea juntando um número incalculável de estrelas. Daquela noite em diante apareceu “um caminho de leite no céu”, como diziam os gregos. Ou Tapiirapé segundo os povos indígenas brasileiros.
Bem, inventei essa história só para lhes contar que recentemente tive o privilégio de acompanhar o parto de uma anta. Foi quando pude perceber que o casal de antas havia recebido seu filhote neste quase natal de 2010 “embrulhado para presente”. Coisas de Deus e sua natureza. Por isso considero que das mil maneiras de sermos pai e mãe, a ventura é uma só, de bichos e gente. Sublime aquiescência divina. Neste dezembro desejo que você encontre uma via láctea de felicidade em seu caminho. Este é o meu sonho e o de todas as antas.
Feliz Natal!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Lélio Costa e Silva, Sócio-Administrador da Árvore da Vida recebe Prêmio em Minas Gerais






Lélio Costa e Silva, idealizador do Xerimbabo Usiminas, recebe prêmio de sustentabilidade



A primeira edição do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza reuniu esta semana os principais nomes da ecologia em Minas Gerais. Entre os convidados e homenageados estava o idealizador do Projeto Xerimbabo Usiminas e supervisor do Zoológico do Centro de Biodiversidade da Usiminas, Lélio Costa e Silva.

A atuação do médico veterinário foi reconhecida na categoria – eram 22 no total – Melhor Exemplo em Educação Ambiental, em referência aos 26 anos de existência da iniciativa. Para Lélio, a premiação assume uma conotação especial por trazer o nome daquele que fora seu grande mestre. “Pude aprender muito com o Hugo Werneck, que foi um grande admirador do Projeto Xerimbabo e chegou a nos visitar por três vezes. Fiquei bastante emocionado e orgulhoso por receber essa premiação, que soma um compromisso ainda maior ao nosso trabalho”, afirmou.
Durante a solenidade, foi exibido um vídeo que unia imagens do homenageado à metamorfose de uma borboleta, lembrando seu amor por estas. Lélio acredita que a mensagem de transformação evidenciada através das borboletas deva nortear a proposta de continuidade do Projeto Xerimbabo, que deve permanecer em constante evolução.
Ao receber o prêmio considerado Oscar da Ecologia Mineira, Lélio agradece à família e à equipe envolvida na realização do Projeto Xerimbabo, bem como à Usipa e à Usiminas, que tornam possível esse vitorioso projeto.


Projeto Xerimbabo
O Projeto Xerimbabo é uma das maiores e mais duradouras iniciativas de educação ambiental do País. Em 2010, chegou a sua 26ª edição e superou a marca de mais de dois milhões de visitantes. Durante o evento são realizados seminários, concursos e exposições nas trilhas do Centro de Biodiversidade da Usiminas – CEBUS.
A cada edição, o Projeto ganha uma temática diferente, definida de acordo com as sugestões dos participantes no ano anterior. Este ano, graças a um acordo assinado entre a Usiminas e a Usipa, a siderúrgica assumiu oficialmente a gestão do projeto, o que conferiu sua ampliação para outras localidades, como Itatiaiuçu (MG), região de mineração da Usiminas.

Prêmio Hugo Werneck
Hugo Werneck foi professor e conservacionista mineiro, fundador do Centro para a Conservação da Natureza em Minas Gerais, uma das primeiras ONGs ambientalistas da América Latina.
Em 2008, aos 89 anos de idade, faleceu vítima de um câncer no pulmão. Seus ensinamentos foram fundamentados em três principais vertentes: conhecer, amar e cuidar da natureza. O Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza é uma iniciativa do Grupo Ecológico para enaltecer ações, cases, experiências ou iniciativas bem-sucedidas que, seguindo os ideais do ambientalista homenageado, se aproximem dessa receita de reaproximação harmoniosa com o meio natural.
Assessoria de Comunicação Social Usiminas


Da redação do Plox




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Homenagem ao Projeto Sementeira Suzano

SEMENTEIRA

Sementeira pede solo fértil.
Sementeira exige sementes.
Sementeira requisita regas.
Sementeira pressupões caminho.

Solo fértil para plantas e idéias.
Sementeira sombra e pensamentos.
Regas que fazem crescer homens e flores.
Carinho, manifestação de amor.

Sementeira que pede união.
Sementeira que exige visão.
Sementeira que requisita ação.
Sementeira que pressupõe crescer.

União que é reunião de irmãos.
Visão que é acreditar no sonho.
Ação que é o trabalho solidário.
Crescer, pois nossa missão é a evolução.

Márcio F. de Amorim
Médico e escritor

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Reflexão para junho : Atitudes- Lélio Costa e Silva

RECADOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL


ATITUDES
Lélio Costa e Silva



Hoje, em nome do individualismo e da competição, olhamos as pessoas com desconfiança. Os cumprimentos tornaram simples interjeições que na rotina não expressam o seu verdadeiro significado, em nome de uma formalidade que distancia cada vez mais os indivíduos. São as saudações sem sentido. As pessoas mal se olham. Na rua se alguém olha o outro gera logo desconfiança: “o que é que esse cara está querendo comigo? Me assaltar?”



Em uma exposição de desenhos com o tema natureza vemos um desfile de imagens da fauna e flora. Também ainda alguns trabalhos escolares mostram a natureza perfeita e o “homem como destruidor”. Redações e expressões não se cansam de avisar que “há um homem destruindo o planeta”. Que ser humano é esse? Esse homem existe dentro de cada um de nós? Será que nos incluímos, fazemos parte, e somos também esse “homem”? Ou ele não passa de um ser imaginário e sem identidade? Não há como dividir, não há como excluir, tudo faz parte de tudo.



Diante da separatividade, do distanciamento dos ambientes naturais e de um modo de vida cada vez mais artificial, a relação do indivíduo com o planeta torna-se incompleta. Estranheza, desconhecimento e preconceito permeiam o olhar sobre os elementos que a princípio não oferecem nenhum beneficio imediato. Um animal tem que ser necessariamente “útil” ao ser humano?Qual o sentido de uma fauna e uma flora tão diversificadas?Que relação a biodiversidade tem com o equilíbrio do planeta?Por que um trabalho de Educação Ambiental levanta essas questões? Como a escola, na sua prática, aborda esse tema? Nas dramatizações, murais, cartazes e outros trabalhos artísticos que tipo de fauna é representada? Tem cobra? Preservar um animal tem o mesmo significado de preservar o humano?



Gestos simples de higiene devem ser sempre relembrados não somente com as crianças, mas também com os adultos. Várias doenças podem ser evitadas pelo ato corriqueiro de lavar as mãos. As pediculoses são produzidas por insetos chamados “piolhos”. Os que infestam o ser humano pertencem, quase todos, à espécie Pediculus humanus. A transmissão é de pessoa a pessoa, ou através de toalhas, roupas de cama, pentes, escovas de cabelo e sabonete. A pediculose da cabeça é muito freqüente entre escolares. A ftiríase ocorre entre jovens e adultos, pela da prática sexual com pessoa infestada.
Para controle dos piolhos
1- Inspecionar a cabeça, o corpo e as roupas de crianças.
2- Asseio corporal diário, lavagem dos cabelos, com água quente e sabão medicinal. Não repetir roupas sem lavá-las.
3- Retirar os piolhos com pente fino.
6- Não tente esmagar o piolho com as unhas: você pode contrair doenças como Tifo exantemático ou epidêmico, Febre das Trincheiras e a Febre recorrente.



A CORDIALIDADE é uma virtude que anda esquecida pelas pessoas. Muitas vezes os mais jovens são instados a cederem o lugar para os mais velhos e nem sempre cumprem de bom grado esse preceito previsto no estatuto do idoso. Com a visão embaçada pela mística da eterna juventude, tão apregoada pelos meios de comunicação, esquecem-se que um dia “chegarão lá”...
Mas não se esqueça de se hidratar. A água continua sendo a melhor opção para o cidadão comum. Deixe as bebidas isotônicas para os atletas. Se o suor for intenso, um suco de frutas ajuda a repor os sais minerais perdidos na transpiração.



As pessoas adeptas da solidariedade sabem que esta virtude representa o ato de pertencer a um conjunto que se expressa democraticamente em um vínculo recíproco. Braços abertos e ombros disponíveis para os momentos difíceis. Além disto, o ar que todos respiram fica menos poluído. Um gesto inteligente é combinar antes um rodízio com aqueles que têm carro estendendo o favor aos demais colegas.



Parabéns para você também que exemplifica o verbo zelar ao adotar uma praça, como um patrimônio que deve ser cuidado, ou mantendo as ruas, praias e escolas limpas! Que também organiza campanhas para doar vidros e garrafas para uma instituição de caridade... Vamos sempre imaginar: pessoas tranquilas nos bancos de praças perfumadas lendo os jornais da manhã e o sol anunciando notícias boas...



O gesto denuncia o dono. São inúmeros os acidentes causados por objetos jogados nas ruas ou pelas janelas dos veículos. O vidro deixado junto ao capim seco e em presença de altas temperaturas pode ser a causa de inúmeros incêndios nas beiras das estradas e mesmo em reservas naturais. São também freqüentes os acidentes com animais que ingerem plásticos, isopor e pontas de cigarros, cortes com latas e outros materiais.



Cultivar plantas medicinais em casa e compartilhá-las com os vizinhos. Um gesto saudável, solidário e oportuno para regar as boas amizades. Um bom motivo para retomar o diálogo e estreitar relações. Muitos o imitarão por isso e a vida em seu entorno será mais alegre.



CUIDADOS NO USO DAS PLANTAS MEDICINAIS

1- Usar preferencialmente nos tratamentos de doenças leves, pois muitas apresentam efeitos tóxicos ainda não conhecidos.
2- Identificar a planta pelo nome científico, pois uma espécie de planta possui vários nomes populares conhecidos regionalmente.
3- Nunca esquecer que muitas vezes cada parte da planta tem mais ou menos princípio ativo.
4- Para cada uso de planta medicinal existe uma fórmula de preparo como, por exemplo, a infusão, decocção e cataplasma.
5- Plantas de uso tópico não podem muitas vezes ser ingeridas: o Confrei – Symphytum officinale como cataplasma é um excelente cicatrizante, mas seu uso interno pode causar tumores no fígado.
6- Usar as plantas sempre no mesmo dia do preparo. Nem em quantidades excessivas e contínuas.
7- Evitar misturar muitas plantas. Podem causar efeitos indesejados pela ação diferente dos princípios ativos.
8- Para preparar as plantas evite recipientes de alumínio que é tóxico.
9- Colher plantas antes de o sol esquentar, sem sereno, ou molhadas de chuvas.
10- Não coletar plantas de locais poluídos: beira de asfalto, águas estagnadas. A secagem deve ser feita sempre à sombra.



Informa a Organização Mundial de Saúde que “as pessoas, nos países mais pobres estão abandonando estilos de vida e adotando comportamentos não saudáveis, dos países mais industrializados”. Assim já é comum encontrarmos crianças hipertensas, diabéticas, cardíacas ou com sérios problemas de obesidade devida a uma falsa alimentação embalada em produtos químicos e grande propaganda. Por outro lado é inegável a quantidade de crianças, jovens e adultos desnutridos, seja pela miséria ou omissão. Uma escola que possui horta nunca será uma escola sem vida. E não podemos esquecer: comer não é adoecer.



Que fiasco! Tem gente que ainda não substituiu os copos descartáveis no ambiente de trabalho pelos de vidro ou louça? Entre um cafezinho e outro, o mundo vai ficando cada vez mais insuportável. O lixo sólido deve aumentar quatro a cinco vezes até 2.025. Nos países em desenvolvimento, menos de 10% do esgoto humano é tratado. Se nada for feito, por volta de 2025, o planeta estará engolfado numa montanha de esterco humano. (fonte Agenda 21 capítulos 20,21 e 22).



O século XXI não comporta mais ações que levam ao desperdício devido ao consumo desenfreado - uma manifestação de uma sociedade doente. Resultado do consumismo, o lixo denuncia a incapacidade do ser humano em devolver o que ele retira da natureza com a mesma qualidade e sanidade.
O que temos jogado no lixo? Computadores em plenas condições de uso, cuja cor já não “combina” com os móveis. Máquinas de lavar roupa que são deliberadamente projetadas para cinco anos. Ventiladores de teto criados para dois verões, no máximo. Tudo isso representa gasto de energia, matéria-prima e combustível exaurindo os elementos do planeta. Daí a necessidade de aprendermos a economizar desde os primeiros momentos na escola.



Mais que apenas um dever, o ato de apagar a luz quando deixamos um ambiente, isto é, utilizar o sentido do TATO no interruptor, deve ser um gesto natural em nosso cotidiano. Deixe também as tomadas desligadas dos aparelhos eletrônicos. Aquela luzinha vermelha que coloca seu aparelho de som em “tempo de espera” (stand by) é um consumidor sutil e voraz de energia elétrica. Todo mundo sabe da dificuldade que representa a nossa adaptação a um “horário de verão” para economia de energia elétrica, e o quanto tem ficado cara a conta a pagar no final de cada mês. Cada vez mais usinas hidrelétricas têm sido necessárias e outras fontes de energia têm sido buscadas. Até quando?



Uma visita a um ambiente natural deve ser trabalhada como uma oportunidade de quebrar preconceitos e dirimir equívocos tais como “a floresta é escura e moradia dos maus espíritos, de bruxas que cozinham crianças, de lobos ferozes, de serpentes descomunais”, ou de explicar ao visitante, que existem também a microfauna e microflora e que mato não é somente “lugar de bicho grande”. Mas representam também, uma grande oportunidade para recuperar a noção do Todo, em contraposição a duas idéias fundamentais profundamente arraigadas nas pessoas: “A de que o ser humano está acima de todas as criaturas e de que os ambientes naturais foram criados para seu único benefício.”
Trata-se, portanto, de um ótimo momento para reconhecer o caráter sagrado da Natureza na sua maneira altruística de oferecer e manter a vida.



Não é justo fazer do mar o lixão do mundo. Não podemos esquecer que o lixo produzido não desaparece como em um passe de mágica. Ele irá para algum lugar. E agora os oceanos estão virando verdadeiros lixões do planeta. Logo eles que são os verdadeiros pulmões do mundo responsáveis pela fotossíntese realizada pelo fitoplâncton marinho. E os rios cheios de todo tipo de lixo, de garrafas pet, sacolas e copinhos de plásticos fezes e produtos químicos irão morrer literalmente no mar.



A nossa maior luta diária é aquela que empregamos para vencermos o nosso próprio ego. Quanto custa a cada um pegarmos em uma vassoura e varrermos o próprio lixo ou mesmo o do vizinho? Que tal conhecermos a experiência de vida de um gari, procurando saber sobre o seu serviço, sobre a sua atividade de presenciar e constatar o desperdício das coisas descartadas? Quantos de nós já separam o lixo? Por que não comprar apenas o necessário? Observe quantas vezes temos ouvido a palavra “consumidor”. Hoje, muitos medem as pessoas pelo valor da conta bancária, pelo cartão de crédito, enfim, o “poder de compra” da pessoa é o que vale. Então vemos termos como “manual do consumidor”, “direitos do consumidor”, “defesa do consumidor”. Será que o sentido da vida só se resume em consumir? Onde fica o cidadão?
Esta é mais uma das sérias contradições do nosso chamado estilo de vida moderno. Feche os olhos para o consumo exagerado.



O que é mais importante aprender? A limpar ou a não sujar? Ao abordar-se a questão do lixo, pretende-se a discussão da nossa responsabilidade de aprender a lidar com o poder da tecnologia. Uma autêntica techné (palavra grega) que não pretenda o domínio desmesurado da natureza, mas que respeite o ritmo próprio dos seus elementos. É preciso demonstrar que quando o indivíduo “compra” um produto ou serviço ele deve saber que também que está adquirindo matéria e energia convertidas para construir aquele objeto. Alguém já disse que “não existe sucata, apenas coisas que ainda não encontraram dono”, portanto, vamos usar nossa criatividade.



Alguém já disse que a salubridade de uma nação pode ser demonstrada pelo que corre em seus esgotos. A água é essencial à vida de todos os seres. Ela é a própria generosidade. Não é possível que alguém possa sujá-la a ponto de ninguém conseguir bebê-la depois. Não se suja o próprio corpo.



Se fizermos um exame clínico da Terra, veremos em muitos pontos que a sua saúde anda comprometida e, conseqüentemente a nossa. Novas doenças e outras antigas que acreditávamos controladas abalam a saúde e desequilibram nosso corpo num quadro que associa perversamente ignorância, negligência, desnutrição, miséria, lixo, poluição - a ecologia da desigualdade - Por que algumas doenças que eram consideradas sob controle como a cólera, a febre maculosa, a malária, a febre amarela, a tuberculose e que só aconteciam no meio rural se tornaram urbanas? De que forma as doenças podem estar relacionadas com o os modos de morar das pessoas? Se a Terra fosse vista como o nosso próprio corpo, certamente poderíamos tratá-la melhor, cuidar da sua saúde e descobrir o grande espetáculo comum. E é preciso buscar os três ingredientes essenciais para a saúde: o amor, a casa e o alimento.



Todo ser vivo, bicho, homem ou planta deste Planeta traz do berço uma "agenda" cheia de compromissos. Nela estão guardadas as virtudes e os valores que serão os instrumentos para o florescimento da vida em harmonia. Cada um vivenciando o seu exemplo através do comportamento e modo de sobreviver, agindo pelo instinto ou pela razão. A natureza é a nossa face

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Poema "Ilusões do Amanhã" - Alexandre Lemos

Texto enviado pela professora Valquiria Neves da Silva
Poesia de um aluno da APAE
Esse poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade,
de excepcional. Excepcional é a sua sensibilidade! Ele tem 28 anos,
com idade mental de 15.

Ilusões do Amanhã

'Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver, se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar, sem nem ao menos me olhar,
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um,
o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer,
Eu fiz brotar a flor.
Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador...
Sou um tolo que acredita, ainda, no amor..'

PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)


Nota:
Peço que divulguem para prestigiá-lo.
Se uma pessoa que encontra as barreiras que ele encontra acredita
tanto no amor, por que a maioria das que se dizem 'normais' procuram,
ao contrário, negar sua existência?
Valquiria Neves da Silva

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Reflexão para Maio :ORAÇÃO DA BIODIVERSIDADE - Lélio Costa e Silva

Bendigamos a vida, bem-te-ví, bem-te-vejo,
Para que bem nos vejamos.
Que tenhamos olhos de bichos e árvores como promessas de luz.
Para que todos os seres espelhem o ideal da fraternidade.
Que sejamos peixes na tranquilidade do profundo azul...
E que nos berçários de vida ouçamos o choro de um rio como um acalanto.
Também bendigamos a manhã, arara-aurora, o pássaro da luz.
Para que seja estabelecido um novo acordo do humano e o ambiente onde
vigorem a cordialidade e a compreensão do Todo.
Bendigamos a noite como os vaga-lumes, as corujas e os morcegos...
Para que façamos brilhar nossa luz interna.
Que se elabore uma nova ética, onde exista o respeito ao direito de
ser e de viver de cada uma das partes.
Para que a educação reconcilie o ser humano com o universo.
Como o exemplo de cooperação da árvore e da orquídea. Uma promove o
amparo, a outra o encantamento.
Que aprendamos a adivinhar o tempo do descansar e de se retirar...
Como as formigas moribundas diante da passagem.
E estejamos ao mesmo tempo com o olhar voltado para o centro e o Cosmo.
E que, após o sono de transição, nossa esperança renasça sob a benção
silenciosa dos vegetais para que o canto de um pássaro distante e
invisível nos diga:
Sem-Fim,
Sem-Fim,
Sem-Fim.
E que na Terra, como o inseto, de joelhos, louvemos-a-Deus, recolhendo
as amostras enviadas do paraíso celeste: a natureza, a música e as mães.
Sem que a humildade mesmo o saiba.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Reflexão para Abril: APRENDENDO A VIVER - Lélio Costa e Silva

A Educação Ambiental tem sido identificada como o elemento essencial para o desafio da sustentabilidade. Mas, de que forma esse objetivo pode ser alcançado?
Porque mesmo diante de tanta informação as mudanças de postura têm exigido tanto tempo e paciência?
Como intervir nessa cisão entre o conhecimento e a sensibilidade para que aconteça a ação consciente?
Talvez exista somente uma maneira: “aproximar” o conhecimento do coração juntando razão e sensibilidade. Só assim, um dia a mão que atira o lixo pela janela do carro recuará. Ou guardará o papel do bombom no bolso, numa festa de aniversário onde o anfitrião se esqueceu de colocar uma pequena lixeira discreta num canto. Uma demonstração de que o gesto conseguiu ser interceptado pelo coração. E aquele ser humano nunca mais será mais a mesma pessoa.
Assim, cada indivíduo tem o seu momento de despertar desse sonambulismo. Mas, como e quando isso pode acontecer? Em que momento O ato ou resultado de aprender a verdadeira natureza das coisas nos faz enxergar intuitivamente?
Valho-me de um exemplo próprio...
Nos anos setenta e oitenta o discurso ambiental se amparava basicamente nos aspectos de conservação da natureza. Nessa época a educação ambiental engatinhava caracterizando-se por apelos dramáticos visando a preservação de espécies consideradas “bandeira”: mico-leão-dourado, urso panda, ararinha azul e outros. Mas a minha melhor lição foi a de conhecer uma criança do meio rural em 1985 durante um curso de educação ambiental, quando ela me perguntou de forma pausada e certeira: “Para o senhor o que é meio ambiente?” “O que o senhor pensa da natureza?” Ora! Tínhamos passado dois dias falando de bichos e plantas exaustivamente e aquele menino não se dava por satisfeito - pensei. Depois, as professoras que dividiam as responsabilidades comigo no mesmo curso, o qual exigia alguns requisitos para a participação, me informaram: “Lélio, você reparou que as mãos desse menino estão calejadas? Para participar desse curso ele capinou o lote do vizinho para vir de calça comprida como pedimos. Com o dinheiro ele comprou a calça e ainda vendeu seu galo de estimação para poder comprar os sapatos.”
Daquele dia em diante percebi que Educação Ambiental era muito mais do que a discussão apenas de aspectos ecológicos. E assim elementos sociológicos, pedagógicos, econômicos, históricos, jurídicos, políticos e filosóficos ampliariam meu conceito de Educação Ambiental na sequência dos anos.
A partir da lição ensinada por aquele menino, aprendi a sonhar e projetar possíveis transformações no ambiente em que vivo. E a exercitar a virtude da humildade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reflexão para Março de 2010:AMAR A NATUREZA VEM DO BERÇO - Lélio Costa e Silva

“É o velho galo que possui o conhecimento”. Provérbio grego

“Esta onça está muito velha! Por que vocês não arrumam outra nova?”
Como responsável técnico por um zoo fui interpelado por uma adolescente impaciente em seu sonambulismo juvenil. Preferi o silêncio – minha crença é pela compaixão humana onde a maturidade é um presente.
Não satisfeita, sorriu com desdém e completou: “bicho velho é muito feio”.
Olhando para a velha onça-parda, pensei baixinho: “espero que não tenha escutado...”
Qual seria o conceito de beleza para aquela jovem?
Por que o ser humano anseia uma vida longa, mas ao mesmo tempo, sonha em não envelhecer?
Olhando aquela menina, reflexo da descartabilidade, vi em seu sarcasmo, a representação de ser humano tão cedo desalojado de um mundo outrora encantado. Desanimado pensei: Com a visão embaçada pela mística da eterna juventude, tão apregoada pelos meios de comunicação, essa jovem se esquece que um dia “chegará lá”, ou seja, na velhice, última fase do ciclo de vida do ser humano.
Mas, rapidamente reuni em minha memória os fragmentos para a comunhão com o Todo. Recuperei o equilíbrio pensando nos animais. Por que tenho o privilégio de aprender com eles a cada dia. Assim pensei: afinal tudo na natureza exerce o seu papel. E os animais não estão no ambiente como figuras decorativas de uma paisagem. Ao contrário, também atuam...
Refletindo sobre a longevidade dos animais do zoológico comecei a estimar qual seria a idade de cada um e as lições que tenho recebido ao longo dos anos. Momentos únicos exemplificados por aqueles seres vivos. Não raro, sua sabedoria instintiva sempre foi surpreendente...
Como a história de uma macaca mais idosa de um bando que sabia como ninguém saborear um ovo de codorna, quebrando-o delicadamente com a habilidade superior a muitos primatas, sem perder uma gota do conteúdo.
Dois machos de ema - os mais experientes do bando, que normalmente disputavam a primazia de como o macho vencedor acasalar com todas as fêmeas para depois orgulhosamente se ocupar em fazer o ninho e chocar os ovos, resolveram quebrar esse ritual e entraram em acordo, alternando-se no choco. Sentados juntos tiveram a maior prole que se tem notícia na história do zoo. Zelosos, dividiram a tarefa de cuidar dos treze filhotes em parceria. Viraram manchete nos jornais locais.
A história vitoriosa dos jacarés de papo-amarelo que finalmente puderam procriar, depois de vinte anos de espera, após ganhar um espaço adequado com muita água e vegetação. Antes, instalados em recinto minúsculo, prudentemente a fêmea recusava qualquer aproximação. Hoje sabemos que os jacarés quantos mais idosos mais férteis se tornam...
Mas, agora mesmo, soube de um estudo alemão que revelou que as formigas doentes preferem morrer na solidão. Fazem isso para preservar as demais companheiras de trabalho de qualquer contágio já que são insetos sociais. O altruísmo em prol do grupo. E a lembrança das lições da biodiversidade aflorava-me.
Porém, mais adiante, fui despertado das divagações ao escutar um diálogo alegre de um senhor com sua criança que demonstrava seu deslumbramento com o canto das araras canindés. Naquele momento recuperei meu otimismo em vislumbrar um planeta mais saudável para as próximas gerações.
Lembrei-me de um colega de trabalho, meu “braço direito”, que atualmente encontra-se afastado por motivos de saúde...
Em sua sabedoria humilde de homem do campo, uma vez disse-me uma frase que nunca esqueci: “Amigo, amar a natureza vem do berço”.

* Médico-veterinário, educador ambiental, especialista em ecologia e conservação ambiental.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Reflexão para Fevereiro de 2010:NÃO SUJE A NATUREZA PELA JANELA - Lélio Costa e Silva

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, no art. 171: “Usar o veículo para arremessar, sobre os pedestres ou veículos, água ou detritos”; e art. 172: “Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias”. Para ambos: Infração – média (4 pontos na carteira); Penalidade – multa (R$ 85,13).
Alguém já percebeu como tem aumentado o lixo nas estradas brasileiras? Nas atuais interrupções de trânsito para obras, as estradas tornaram-se fonte de renda para muita gente, mas a questão ambiental foi literalmente para o espaço. O social destituído do saneamento. Enquanto esperam, as pessoas vão consumindo os produtos de um verdadeiro supermercado ambulante. Tem de tudo: milho assado, sorvetes, picolé, pilões de madeira, salgados, água mineral, refrigerante e até CD pirata. Tudo é comprado por pessoas que teoricamente tiveram acesso a algum tipo de educação e bom poder aquisitivo, mas que não relutam em jogar as embalagens (pior quando são pontas de cigarros) desses produtos pela janela. Para elas, um último recurso – a lei: atirar objetos do carro é falta média, segundo o Código de Trânsito. Além de quatro pontos na carteira de habilitação a multa custa R$ 85. Já o prejuízo ao meio ambiente é incalculável. O acúmulo de lixo aumenta o risco de acidentes, obstrui a drenagem das rodovias e coloca os animais em risco, pois são atraídos pelos restos de comida. Até parece que as pessoas só viajam em uma direção, sem pensar no retorno.
Enquanto isso, a fauna se transforma:


URUBU-CHIPS
PAINEIRA QUEIMADA
JACARÉ-DO-PAPO-FURADO
JENIPAPO-VÔMITO
CAPIVARA-LATA
SUCUPIRA-SEPULTADA
CUTIA-ATROPELADA
SAMAMBAIA-EM-PÓ
SERIEMA-DA-PERNA-QUEBRADA
VINHÁTICO-AZEDO
SAPO-DE-ASFALTO
CANELA-RACHADA
ROLINHA-FOGO-NÃO-APAGOU
IPÊ-CINZA
PERERECA-DE-PLÁSTICO
JURUBÊBADA
COBRA-TOCO-DE-CIGARR0
BROMÉLIA-SECA
MACACO-PREGO
PAU-D’ÓLEO-DIESEL
PAPAGAIO-BUZINA
BRAÚNA-PARA-CHOQUES
CORUJA-DE-FAROL
PAL - MITO
GAVIÃO-CHICLETES
INGÁ - ZOLINA
PICA-PAU-DA-CABEÇA-DECEPADA
E O PAU-BRASIL-SUMIU.
EIS A FAUNA E A FLORA DA ESTRADA...
EM VIAGEM, NÃO SUJE A NATUREZA PELA JANELA.

Para saber: Vale lembrar também a já surrada, mas nunca observada em sua relevância, tabela de decomposição dos produtos no ambiente:

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DE RESÍDUOS
Papel: 3 a 6 meses
Jornal: 6 meses
Palito de madeira: 6 meses
Ponta de cigarro: 20 meses
Nylon: mais de 30 anos
Chicletes: 5 anos

Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
Fralda descartável biodegradável: 1 ano
Fralda descartável comum: 450 anos
Lata e copos de plástico: 50 anos
Lata de aço: 10 anos
Tampas de garrafa: 150 anos
Isopor: 8 anos
Plástico: 100 anos
Garrafa plástica: 400 anos
Pneus: 600 anos
Vidro: 4.000 anos

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

FELIZ 2010

O GRUPO ÁRVORE DA VIDA DESEJA A TODOS OS AMIGOS

Reflexão para Janeiro de 2010:COPENHAGUE... AS MESMAS PULGAS, CARRAPATOS E PIOLHOS.: Lélio Costa e Silva

Esta história foi escrita em 1995, três anos após a realização da Rio-92, uma conferência sobre o meio ambiente, da qual nasceram tratados, documentos e compromissos importantes como a Agenda 21. Infelizmente, o recente exemplo de Copenhague demonstra que a situação não mudou...

ATITUDES ECOLÓGICAS
Lélio Costa e Silva

Eram 169 pulgas, 38 carrapatos e 75 piolhos. Todos moravam num cão de rua. Naquele “planeta” os carrapatos preferiam o interior das orelhas, dedos, cernelha e axilas. As pulgas viviam no dorso, lombo e abdômen do cãozinho. Os piolhos no restante.
O cãozinho era uma coceira só. Sugavam-lhe o sangue injetando uma saliva irritante. Dia e noite, domingos e feriados,
Um dia alguém percebeu que o alimento estava caindo de qualidade – um sangue ralo e cada vez mais cor-de-rosa. Seria necessária uma assembléia para que todos os moradores se encontrassem. Na semana seguinte, teve início a Primeira Conferência Planetária do Meio Ambiente. O local escolhido foi o dorso do animal. Compareceram 292 pulgas, 94 carrapatos e 101 piolhos.
Logo uma pulga fez uso da palavra:
- Senhoras e senhores: tenho observado uma drástica diminuição dos recursos naturais. O planeta está morrendo. Ele está anêmico!
- As culpadas são vocês mesmas, suas pulgas apressadas... atacou uma fêmea de carrapato inchada de sangue.
- Que nada, nós até sabemos reciclar, disse uma das pulgas.
- Não entendi, disse um piolho.
- Nossas larvas, futuras pulgas, são alimentadas com os nossos próprios dejetos... isto é ou não reciclagem?
- Acho que tudo é uma questão política, completou outro carrapato.
E a reunião prosseguia acalorada. De repente, o “planeta” começou a balançar...
- Efeito estufa? Aumento da temperatura global? Queimadas? Terremotos? O fim do mundo?!
Na verdade era o cãozinho que se coçava desesperadamente num solitário jequitibá...
Ouvindo toda a discussão a árvore tentou ajudar:
- Calma gente, o mundo ainda não está acabando, mas se vocês não tomarem certas “atitudes ecológicas” isso irá acontecer...
- “Atitudes ecológicas”, como assim? Perguntaram todos ao mesmo tempo.
- Façam silêncio que logo lhes explico, pediu a árvore solitária.
Todos ficaram quietos para escutar.
-Antigamente essa praça era uma linda floresta. Inúmeras árvores de variadas espécies. Aqui viviam jequitibás, braúnas, sapucaias, cedros, ipês, jacarandás, vinháticos e muitas outras árvores. Produzíamos flores, frutos, abrigo, sombra e madeira. As folhas mortas e os restos e os restos dos animais apodreciam rapidamente com a ação do calor e da umidade freqüente. Assim, todos os nutrientes eram devolvidos à terra, alimentando-nos e possibilitando o nascimento de novas plantas. Tudo aqui era biodiversidade. Existiam orquídeas, bromélias, cipós e toda a vida animal.
E continuou:
- As copas das árvores amenizavam a queda da água da chuva que suavemente deslizava entre os galhos. Portanto, o solo não secava, nem rachava. Não havia erosão. De vez em quando, cortavam algumas árvores. Nem precisavam plantar de novo. Nós mesmas fazíamos o replantio, com a ajuda dos morcegos frugívoros, cutias, gralhas, borboletas, beija-flores e até do vento. Todos tomavam a “atitude ecológica” de participar, espalhando as sementes, enterrando-as ou polinizando as flores. Assim a floresta se sustentava.
- Mas um dia começaram a desmatar além da conta... Logo fiquei sozinha. Hoje virei mictório de cães e de gente, Sofro muito com o xixi que fazem em mim. As minhas folhas são impiedosamente varridas. Não têm mais o direito de apodrecer ao pé da árvore-mãe.
- Mas afinal, que atitudes ecológicas poderíamos tomar? Perguntou um piolho, muito aflito.
É cada um procurar meios de sugar sem exageros o alimento e dar ao “ planeta” o tempo de se recuperar, respondeu o jequitibá.
- Vamos ter que sobreviver economizando, lembrou um carrapato demonstrando preocupação – afinal todos nós podemos jejuar mais de um mês...
E assim a reunião esquentou. Foram criados manifestos e leis ambientais. Foi publicada a “Carta dos Ectoparasitas”. Os delegados foram eleitos. Todos se comprometeram a assumir atitudes ecológicas em favor do “planeta”.
Ao final dos debates, já havia 3.090 pulgas, 2.348 carrapatos, 2.251 piolhos.
No dia seguinte, o cão morreu.




Para refletir:
• O cão no texto representa o Planeta Terra e as pulgas, piolhos e carrapatos os seus habitantes.
• O sangue ralo e de baixa qualidade demonstra a exaustão dos elementos naturais do Planeta e um modo predatório de desenvolvimento.
• A população dos ectoparasitos só aumentou com o decorrer do tempo.
• Efeito estufa? Terremotos? Aumento da temperatura global? Essas indagações demonstram que os ectoparasitos tinham uma visão global da situação.
• A descrição da árvore corresponde ao procurado “desenvolvimento sustentável”.
• “As folhas mortas e os restos dos animais apodreciam”... No texto representam o lixo que pode ser totalmente reciclado.
• Os morcegos frugívoros, cutias, gralhas, borboletas, beija-flores e o vento representam os trabalhadores do Planeta.
• “Mas um dia começaram a desmatar além da conta...” Esta descrição representa a voracidade, a falta de limites, o utilitarismo exacerbado na busca imediata do lucro, desconsiderando-se o futuro do Planeta.
• “É cada um procurar meios de sugar sem exageros o alimento e dar ao planeta de se recuperar, respondeu o jequitibá” . Esta é uma ação coerente com o desenvolvimento sustentável.
• E a reunião esquentou. Foram criados manifestos e leis ambientais. Foi publicada a “Carta dos Ectoparasitos”. Os delegados foram eleitos... Você já viu essa cena antes?
• Ao final dos debates, já haviam 3.090 pulgas, 2.348 carrapatos, 2.251 piolhos. No dia seguinte, o cão morreu. Isto demonstra que as providências não saíram do discurso.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E UM 2010 CHEIO DE LUZ E PAZ

A todos os amigos e seguidores que o Natal seja um dia de Luz , Paz e Reflexão

By: Marli Ribeiro

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Reflexão para Dezembro: GIGANTES PELA PRÓPRIA NATUREZA :Lélio Costa e Silva

Esta fábula não tem tempo certo de acontecer. Nela também os bichos, as plantas e os humanos conversam...
Então os seres humanos resolveram promover um concurso no mundo para descobrir quem seriam os maiores seres vivos do Planeta. Anúncios foram colocados em todas as regiões da Terra - desertos, oceanos, florestas e continentes gelados. Os que viviam na beira do mar logo afirmaram:
- É a baleia-azul! Seu peso passa das 150 toneladas e pode medir até 30 metros! E uma cria dela mama 380 litros de leite por dia!
- Ora, é a girafa, alguém gritou lá na África.
- Por um acaso alguém já viu um elefante? Exclamou outro. Só para se ter uma idéia um filhote já nasce com 100 quilos!
De uma floresta brasileira, alguém disse que seria uma árvore que se chamava jequitibá.
- É, mas no Brasil vi uma cobra sucuri, com mais de dez metros! Gritou outro.
- Ei!Ei! : vocês já viram uma anta? É o maior mamífero terrestre brasileiro!
E a polêmica se instalou. Reunidos para a escolha do maior “bicho", ou "planta" do mundo, aqueles humanos não se entendiam. Resolveram então nomear uma comissão para sair pelo mundo, com fitas métricas e trenas, para descobrir quem seria o maioral. O primeiro bicho encontrado foi a Baleia Azul. Como chegar perto de tão enorme animal? Difícil! Só se for de navio. Vamos lá, disse um mais audacioso.
- Olá Baleia Azul! Queremos saber se você é o maior ser vivo do mundo, indagaram entusiasmados.
- Se sou a maior é porque tem um motivo...Vocês sabiam que existem outros seres que somados são maiores que eu ? Como sou uma baleia filtradora, me alimento dos "gigantes pela própria natureza”...
- Gigantes o que? Perguntaram todos.
- Ora, numa gota de água, criaturas fantásticas vivem, reproduzem-se e morrem num mundo em que não há separação entre plantas e animais. Embora estas multidões microscópicas pareçam para muitas pessoas, insignificantes, são a base de toda a existência superior - sem elas a vida não seria possível. Experimentem examinar uma pequena porção de água do mar ao microscópio. Vocês verão trilhões de organismos vegetais e animais que nela flutuam e que a Ciência denomina "plâncton" - uma palavra que vem do grego planktos, que significa nadando. Infinitos seres “invisíveis” que asseguram o ciclo da vida. Só num verão - continuou a baleia, chego a comer em apenas um dia oito toneladas desses "gigantes". Eles em conjunto são muito maiores que eu... É tudo uma questão de entendimento de que no mundo, qualquer que seja o tamanho, cada um tem a sua função.
- E você Jequitibá, perguntaram já no Brasil, aqueles seres humanos curiosos.
- Dizem que sou uma árvore das mais altas da Mata Atlântica, mas cá de cima dos meus 50 metros vejo que não é bem assim.
- Como? Não estamos entendendo...
- Primeiro quero lhes dizer que não vivo sozinha: sou uma comunidade com milhares de amigos. Sei do valor e do significado de cada espécie que mora comigo, minha memória é sempre fecunda. Nunca me esqueço dos fungos, bactérias, aranhas, insetos ao infinito: borboletas, besouros, pernilongos, baratas, traças e também das lindas orquídeas pequeninas...
- E vocês já repararam como o ar vive cheio de micróbios?
- Micróbios?
- Sim, os menores seres do mundo são chamados de micróbios. Eles exigem um microscópio para poderem ser vistos. Quantas bactérias e vírus existem nesse mundo? Sabiam que bactérias, fungos, algas, liquens e vírus flutuam em correntes de ar numa estimativa que varia de dez a dez mil microorganismos por metro cúbico? São eles os "gigantes pela própria natureza"!
- Querem outro exemplo? Estão vendo aquelas formigas ali? Elas fazem parte dos insetos sociais, além das abelhas, cupins e outros. Chegam a formar colônias de até quinhentos mil indivíduos trabalhando unidos! Mas isso não é nada se lembrarmos que a maioria dos animais do planeta têm seis pernas, isto é, são os insetos . E nem todos descobertos e conhecidos de vocês. Para cada ser humano no mundo existem proporcionalmente cem milhões de insetos !
- Olhem agora para o chão onde pisam : Nele tem bicho pequeno, grosso, achatado, fino, liso... Lesmas, escorpiões, lacraias, carrapatos, minhocas... Cada um diferente do outro, muito escondidos, mas sempre juntos! Em uma colher de sopa de terra fofa, úmida e cheirosa da mata podem existir dez bilhões de bactérias!
- Assim, não sobrevivo muito tempo e nem vocês, sem a ajuda deles. Por sua causa cada folha seca no chão vira nova folha cá em cima nos meus galhos. Todos juntos em sua diversidade. Até as nuvens se juntam para trazer a chuva. E é essa a nossa grande riqueza - sempre estamos unidos. Por isso é preciso considerá-los também gigantes. Pela sua própria natureza.
- Só mais um lembrete , disse o jequitibá .
- Sim, concordaram prontamente aqueles humanos.
- "Olhem " também para dentro de vocês. Para o próprio corpo... Em uma boca de um ser humano pode existir um bilhão de bactérias por centímetro quadrado! Elas estão na pele, especialmente nas partes mais úmidas: axilas e entre os dedos. Também revestindo as fossas nasais, ouvidos e entre as bolsas das gengivas e dentes. A maioria vive, no entanto, no aparelho digestivo. Enfim 10% do peso (seco) do ser humano e dos outros mamíferos é composto por bactérias! Um continente de micróbios - gigantes pela própria natureza, dentro e em torno de vocês.
- Meu Deus, então estamos doentes!
- Nada disso, a maioria não produz doenças num corpo com saúde equilibrada. Não é correto lembrar-se das bactérias só por causa das doenças. Sabiam que existem bactérias que comem o lixo que produzimos como petróleo, plásticos, restos industriais, domésticos e até inseticidas?
- Nossa! Quantas lições! exclamaram todos, guardando as fitas métricas e outros instrumentos para medir.
- Esse é o nosso olhar sobre a natureza... completou o jequitibá.
E assim, ninguém disse mais nada. Todos descobriram que pensando apenas no "grande" e esquecendo os "pequenos" haviam se separado do verde, do ar, da água, da terra e deles mesmos. Tinham aprendido a ver o mundo com o microscópio e o coração.